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Espinha BÍfida ou Mielomeningocele

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É uma malformação congênita localizada na coluna vertebral. Este defeito ocorre nas primeiras semanas de gravidez quando o tubo neural do embrião, então em formação, não se fecha corretamente (Veja Fig. 1). Por isso, é chamada de espinha bífida que quer dizer espinha dividida.

Caixa de texto: 08 Nervos Sacrais
Intestino e bexiga e controle 
da ereção no homem

Caixa de texto: Medula
 

 


Existem 3 tipos principais de espinha bífida: Oculta, Meningocele e Mielomeningocele.

Caixa de texto: 05 Nervos Lombares
Uso dos músculos para sentar e manter o corpo ereto, pernas, joelhos e pés e ejaculação no homem 
Oculta – É forma mais amena de espinha bífida porque não há lesão nas meninges e medula, apenas nas vértebras. Na maioria dos casos, a lesão é apenas em uma das vértebras. A pessoa não apresenta sinais nem sintomas e só fica sabendo que tem espinha bífida oculta quando tira um raio-x da coluna vertebral. Outros poucos poderão ter uma falha mais extensa da vértebra ou mesmo apresentar defeito em mais de uma vértebra. Neste caso, a pessoa pode ter problemas progressivos, principalmente se a medula estiver presa. Alguns sinais de evidência ao longo da coluna, tais como: pequenas cavidades na pele ou tufo de cabelos podem indicar esta malformação.

Caixa de texto: A parte externa da vértebra não esta completamente unificada. A medula e seu invólucro (a meninge) não estão comprometidos.
Caixa de texto: Pele
Meningocele – Esta forma de espinha bífida cística é menos comum. As meninges (membranas protetoras do sistema nervoso) estão distendidas, passam por entre as vértebras que estão abertas, formando um cisto no local da lesão. Dentro deste cisto há tecidos (meninges) e líquido cefalorraquidiano, mas não há comprometimento do sistema nervoso (nervos e medula), por isso, há pouco comprometimento das funções neurológicas.

Caixa de texto: A parte externa da vértebra esta dividida (e aberta). A medula é normal. A meninge esta comprometida e foi empurrada através da abertura para fora 
Caixa de texto: Pele
Caixa de texto: Pele
Caixa de texto: A parte de externa  da vértebra é dividida. Os nervos e a meninge estão comprometidos e foram empurrados para fora da abertura. Hidrocefalia é comumente associada a mielomeningocele
Caixa de texto: Meninge
Caixa de texto: Líquido cefalorraquidiano

Caixa de texto: Líquido cefalorraquidiano

Mielomeningocele – Esta forma de espinha bífida cística é mais grave e mais comum, pois além das meninges o sistema nervoso também está exposto. Dentro do cisto são encontrados além das meninges e do líquido cefalorraquidiano, também nervos e parte da medula. A pessoa com mielomeningocele apresenta comprometimento das funções neurológicas abaixo do nível da lesão. O déficit neurológico varia de acordo com o nível da lesão na coluna vertebral (toráxica, lombar ou sacra) e do grau de lesão da medula.

A mielomeningocele é a forma de espinha bífida que apresenta maiores seqüelas uma vez que há comprometimento do sistema nervoso (nervos e medula). Quanto mais baixa for a lesão medular, menor a quantidade de órgãos afetados, quanto mais alta, mais órgãos poderão estar comprometidos.

A criança com mielomeningocele pode apresentar: falta de sensibilidade da lesão para baixo; malformações ortopédicas, geralmente pés tortos e luxação de quadril e cifose (protuberância óssea na coluna vertebral); falta de controle da bexiga e intestinos; além de hidrocefalia.

FALTA DE SENSIBILIDADE

Abaixo da lesão medular, algumas áreas podem apresentar ausência de sensibilidade. Quando isso acontece, a criança não sente dor, calor, frio, nem pressão nessas áreas. É importante a família estar atenta, tomando alguns cuidados para evitar úlceras de pressão chamadas de escaras.

MALFORMAÇÃO ÓSSEA 

Criança com mielomeningocele poderá nascer com algumas malformações ósseas como pés tortos, luxação de quadril, cifose, escoliose ou poderá desenvolver ao longo de sua vida devido a posturas inadequadas.

BEXIGA E INTESTINOS

A maioria das pessoas com mielomeningocele não tem controle urinário e intestinal, mesmo na lesão medular mais baixa estes órgãos costumam ter algum comprometimento.

Resíduo de urina dentro da bexiga leva a constantes infecções urinárias e se a criança tiver refluxo urinário, a urina contaminada pode subir para os rins causando lesões irreversíveis. Para evitar infecção urinária, uma prática comum é fazer uso do cateterismo intermitente. O que é isso? Consiste em passar uma sonda uretral para esvaziar totalmente a bexiga.

Criança com mielomeningocele precisa de acompanhamento com urologista/nefrologista para avaliar qual a melhor forma de tratamento.

Já o descontrole intestinal pode ser tratado com uma dieta adequada, educação com horário regular para ir ao banheiro e utilização de medicamentos.

CAUSAS

Ainda não há uma causa conhecida que explique esta malformação. Fatores genéticos, influência do meio ambiente e carência de ácido fólico, uma vitamina do complexo B, são apontados como possíveis causas.