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É
uma malformação congênita localizada na coluna vertebral. Este
defeito ocorre nas primeiras semanas de gravidez quando o tubo
neural do embrião, então em formação, não se fecha corretamente (Veja
Fig. 1). Por
isso, é chamada de espinha bífida
que quer dizer espinha dividida.

 



Existem 3 tipos principais de espinha bífida: Oculta, Meningocele e
Mielomeningocele.
   Oculta
– É forma mais amena de espinha
bífida porque não há lesão nas meninges e medula, apenas nas
vértebras. Na maioria dos casos, a lesão é apenas em uma das
vértebras. A pessoa não apresenta sinais nem sintomas e só fica
sabendo que tem espinha bífida oculta quando tira um raio-x da
coluna vertebral. Outros poucos poderão ter uma falha mais extensa
da vértebra ou mesmo apresentar defeito em mais de uma vértebra.
Neste caso, a pessoa pode ter problemas progressivos, principalmente
se a medula estiver presa. Alguns sinais de evidência ao longo da
coluna, tais como: pequenas cavidades na pele ou tufo de cabelos
podem indicar esta malformação.
      Meningocele – Esta forma de espinha bífida cística é menos comum. As meninges (membranas protetoras do sistema nervoso) estão distendidas, passam por entre as vértebras
que estão abertas, formando um cisto no local da lesão. Dentro deste cisto há tecidos (meninges) e líquido cefalorraquidiano, mas não há comprometimento do sistema nervoso (nervos e medula), por isso, há pouco comprometimento das funções neurológicas.
       

Mielomeningocele
– Esta forma de espinha bífida cística é mais grave e mais comum,
pois além das meninges o sistema nervoso também está exposto. Dentro
do cisto são encontrados além das meninges e do líquido
cefalorraquidiano, também nervos e parte da medula. A pessoa com
mielomeningocele apresenta comprometimento das funções neurológicas
abaixo do nível da lesão. O déficit neurológico varia de acordo com
o nível da lesão na coluna vertebral (toráxica, lombar ou sacra) e
do grau de lesão da medula.
A mielomeningocele é a forma de espinha bífida que apresenta maiores seqüelas uma vez que há comprometimento do sistema nervoso (nervos e medula). Quanto mais baixa for a lesão medular, menor a quantidade de órgãos afetados, quanto mais alta, mais órgãos poderão estar comprometidos.
A criança com mielomeningocele pode apresentar: falta de sensibilidade da lesão para baixo; malformações ortopédicas, geralmente pés tortos e luxação de quadril e cifose (protuberância óssea na coluna vertebral); falta de controle da bexiga e intestinos; além de hidrocefalia.
FALTA DE SENSIBILIDADE
Abaixo da lesão medular, algumas áreas podem apresentar ausência de sensibilidade. Quando isso acontece, a criança não sente dor, calor, frio, nem pressão nessas áreas. É importante a família estar atenta, tomando alguns cuidados para evitar úlceras de pressão chamadas de escaras.
MALFORMAÇÃO ÓSSEA
Criança com mielomeningocele poderá nascer com algumas malformações ósseas como pés tortos, luxação de quadril, cifose, escoliose ou poderá desenvolver ao longo de sua vida devido a posturas inadequadas.
BEXIGA E INTESTINOS
A maioria das
pessoas com mielomeningocele não tem controle urinário e intestinal, mesmo na lesão medular mais baixa estes órgãos costumam ter algum comprometimento.
Resíduo de urina dentro da bexiga leva a constantes infecções urinárias e se a criança tiver refluxo urinário, a urina contaminada pode subir para os rins causando lesões irreversíveis. Para evitar infecção urinária, uma prática comum é fazer uso do cateterismo intermitente. O que é isso? Consiste em passar uma sonda uretral para esvaziar totalmente a bexiga.
Criança com mielomeningocele precisa de acompanhamento com urologista/nefrologista para avaliar qual a melhor forma de tratamento.
Já o descontrole intestinal pode ser tratado com uma dieta adequada, educação com horário regular para ir ao banheiro e utilização de medicamentos.
CAUSAS
Ainda não há uma causa conhecida que explique esta malformação. Fatores genéticos, influência do meio ambiente e carência de ácido fólico, uma vitamina do complexo B, são apontados como possíveis causas.
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