A AEBH

Psiuu ...!

Espinha BÍfida ou Mielomeningocele

Hidrocelafia

Bexiga & Intestino

Arnold Chiari

Aprendizagem

Alergia ao Latex

Reabilitação

Prevenção

Seus Direitos

Fale Conosco

Links

 

 

Esta palavra vem do grego hidro=água e cefalia=cérebro. Caracteriza-se pelo acúmulo do líquido cefalorraquidiano nos ventrículos cerebrais. Este acúmulo é causado por um desequilíbrio na produção e/ou drenagem do líquido. O líquido cefalorraquidiano é produzido no cérebro, circula através das cavidades cerebrais (ventrículos), segue por vias circulatórias pela medula espinhal e é absorvido pela corrente sangüínea. Quando há algum impedimento na passagem desse líquido (obstrução) a pressão do líquido retido no cérebro leva a dilatação dos ventrículos cerebrais e, conseqüentemente, aumento do perímetro cefálico em bebês. Nas crianças e adultos, quando a cabeça não cresce mais, é preciso observar os sintomas relacionados a presença de hidrocefalia que são principalmente dor de cabeça, sonolência, vômito e crise convulsiva.

A hidrocefalia pode ter várias causas: tumores cerebrais, espinha bífida, meningite, cisto de Dandy Walker, fatores genéticos e outras. Nos casos de mielomeningocele, 85% das pessoas desenvolvem hidrocefalia, geralmente por obstrução causada por malformação associada de Arnold Chiari.

Existem dois procedimentos cirúrgicos para a correção do problema. O primeiro e mais utilizado consiste na colocação de uma válvula intracraniana. A válvula vai drenar o excesso do líquido, direcionando-o através de um tubo fino para a cavidade abdominal ou o coração, controlando, assim, a pressão intracraniana. A 2ª. alternativa de tratamento é chamada de terceiro ventriculostomia. Consiste em criar uma passagem natural dentro do cérebro permitindo a drenagem do líquido cefalorraquidiano. Neste caso não coloca válvula. O problema é que nem todo tipo de hidrocefalia pode ser tratado com este método.

Ao longo da vida, a válvula poderá apresentar problemas no seu funcionamento, entupir ou provocar infecção. A pessoa que usa válvula deve ser acompanhada por neurologista que solicitará exames periódicos para garantir seu bom funcionamento e evitar danos cerebrais.