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|Prevenção|
Métodos de prevenção

Cientistas Irlandeses e Americanos observaram que o risco de uma mulher gerar um filho com Defeito do Tubo Neural - DTN era maior quando o nível de ácido fólico em seu organismo era baixo. Verificaram também que essas mulheres apresentavam níveis altos de um metabólito chamado homocisteina que tem como uma das enzimas a reductase. A enzima utiliza o ácido fólico para produzir o DNA. Se o embrião não consegue produzir DNA com rapidez suficiente, ele também não pode dividir as células de maneira rápida. Assim, com níveis baixos de ácido fólico as células não conseguem se dividir com a rapidez necessária para o fechamento do tubo neural que acontece em 4 dias (entre o 24º e 28° dia de gravidez).

Vitamina B

O ácido fólico é um componente da vitamina B encontrado em alguns vegetais, frutas, pães e cereais. Para garantir a quantidade necessária no organismo, a Organização Mundial de Saúde recomenda a ingestão de 400 mcg (quatrocentos microgramas) de ácido fólico, diariamente, por mulheres em idade fértil. É imprescindível que a mulher tome este complemento de ácido fólico antes de engravidar, pois, como vimos, esta malformação ocorre nas primeiras semanas de gravidez, quando ela ainda nem sabe que está grávida.

É importante saber que o ácido fólico sozinho não garante que o bebê vai nascer sem DTN, mas pesquisas mostram que diminui a incidência em até 75%. A ingestão de ácido fólico é a única forma de prevenção de DTN conhecida. Em caso de reincidência na família, recomenda-se uma dosagem maior de ácido fólico conforme prescrição médica.

O Brasil adotou medida de prevenção de malformações congênitas (espinha bífida, lábio leporino, fenda palatina e outras) através da Resolução RDC 344, de 13/12/02 e publicada no D.O.U de 18/12/02. Esta medida obriga a fortificação das farinhas de trigo e milho (fubá e flocos de milho) com ácido fólico, na dosagem de 150 mcg (cento e cinqüenta microgramas) para cada 100g de farinha.

Após avaliar o grau da lesão, o fisioterapeuta vai elaborar um programa com exercícios a serem feitos na clínica e também orientar a família para fazer em casa visando obter um melhor resultado. O apoio da família faz toda a diferença na evolução do tratamento da criança.

Além do acompanhamento com fisioterapeuta, a criança pode precisar de outros profissionais da área de reabilitação como fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, além de psicopedagogo e psicólogo.



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