A criança que nasce com mielomeningocele apresenta alguma alteração na força muscular dos membros inferiores, podendo, ainda, apresentar fraqueza muscular a nível de tronco. Cada criança apresenta uma necessidade de reabilitação específica, dependendo do grau de comprometimento da lesão medular.
É importante saber que durante os três primeiros anos de vida da criança os estímulos são essenciais para melhorar o desenvolvimento motor e possibilitar futuras chances de reabilitação. Por isso, a família deve procurar um centro de reabilitação para começar o quanto antes um trabalho de estimulação.
A criança com alteração no seu desenvolvimento motor geralmente leva mais tempo para se sentar, ficar de pé ou andar. Deformidades ósseas como pés tortos e escoliose também podem estar presentes desde o nascimento e dificultar o desenvolvimento motor. Algumas crianças apresentam dificuldade em sustentar a cabeça, outras não têm controle de tronco, podem ter pouca ou nenhuma sensibilidade abaixo da lesão. A bexiga e intestinos são os órgãos com maior índice de comprometimento nas crianças com mielomeningocele.
Algumas crianças desenvolvem a marcha normalmente, outras precisam de auxílios como muletas, andadores ou mesmo cadeira de rodas. Quando houver indicação de órtese, o fisioterapeuta deve acompanhar seu uso correto porque a má utilização da órtese pode piorar em vez de melhorar as condições de vida da criança. Cuidados com a postura devem ser observados para evitar escaras e prevenir possíveis deformidades ósseas.
Após avaliar o grau da lesão, o fisioterapeuta vai elaborar um programa com exercícios a serem feitos na clínica e também orientar a família para fazer em casa visando obter um melhor resultado. O apoio da família faz toda a diferença na evolução do tratamento da criança.
Além do acompanhamento com fisioterapeuta, a criança pode precisar de outros profissionais da área de reabilitação como fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional, além de psicopedagogo e psicólogo.
